A Biblioteca da Meia-Noite

Livro interessante, sobre as possibilidades quase infinitas do decorrer de uma vida, conforme as decisões que tomamos ao longo dela e as voltas do Destino.

O livro contém muita fantasia, discorre sobre múltiplas situações e deixa, no fim,uma mensagem verdadeira : o que importa é o modo como encaramos a nossa vida, sobretudo na nossa relação com os outros.

“O verdadeiro problema não são as vidas que nos arrependemos de não ter vivido. É o arrependimento em si. É o arrependimento que nos faz mirrar e murchar, que faz com que sintamos que somos o pior inimigo – nosso e de toda a gente.”

Felicidade

O verbo ler, como o verbo amar e o verbo sonhar, não suporta o modo imperativo. Eu aconselho sempre os meus alunos que se um livro os aborrece o abandonem; que não o leiam porque é famoso, que não o leiam porque é moderno, que não o leiam porque é um clássico.

A leitura deve ser uma das formas da felicidade e não se pode obrigar ninguém a ser feliz.

Jorge Luis Borges

Acesso

Ler serve para elucidar a sua experiência singular, mas também para ampliar infinitamente os limites dessa experiência, permitindo entrar ‘na pele de Gisela’, de um homem se eu sou mulher, de um vaqueiro brasileiro ou uma mulher de letras japonesa se sou europeu, de um louco se me vejo sábaio, ou de uma santa se sou ateia.

Nos seus sentimentos, nas suas sensações, no seu ponto de vista, nos pensamentos dos outros, esse mistério.

Somente a literatura permite tal acesso àquilo que eles experimentaram, sonharam, temeram e conceberam, mesmo que vivam em meios inteiramente diferentes do nosso.

. Michèle Petit em Ler o Mundo .